Recado do Jorge: temas bíblicos estão saturados

A Terra Prometida não me pegou! Mas reconheço qualidades na produção, que acho, inclusive, mais ousada do que Os Dez Mandamentos!

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Recado do Jorge: temas bíblicos estão saturados | <i>Crédito: Reprodução
Recado do Jorge: temas bíblicos estão saturados | Crédito: Reprodução
Preciso confessar! Não assisti à novela A Terra prometida com a assiduidade que eu gostaria. Vi Muita coisa gravada e por obrigação profissional. Infelizmente não desenvolvi com a trama de Renato Modesto uma relação de afeto. Em outras palavras: A Terra Prometida não me pegou! Mas reconheço qualidades na produção, que acho, inclusive, mais ousada do que Os Dez Mandamentos! 

Josué e Aruna: ótima química

Milhem Cortaz: sempre ótimo como Calleb

A novela teve menos pregação, bem mais ação e a alternância de personagens funcionou! Thais Melchior (Aruna) foi uma mocinha valente e Sidney Sampaio esteve correto como Josué! Já Miriam Freeland (Raabe), Beth Goulart (Leia), Juliana Silveira (Kalesi) e Milhem Cortaz (Caleb) triunfaram, enquanto Rafael Sardão (Salmon) foi uma grata surpresa. Na verdade, o grande problema de A Terra Prometida é a saturação de seu tema. Eu preferia quando as tramas bíblicas da RecordTV eram séries/minisséries, com menor duração, e não novelas que esticam um tema muito específico à exaustão.

Miriam Freeland: garantia de sucesso

Rafael Sardão: a grande revelação

Como aconteceu com a Globo, que esgotou o público com produções excessivamente violentas e cheias de estereótipos das favelas, como Salve Jorge (2012), Babilônia (2015) e A Regra do Jogo (2016). Prefiro e a diversidade. Quanto mais diferentes os enredos, melhor. Mas, ao menos para o seu público específico, A Terra Prometida cumpriu sua missão com louvor. Mas eu ainda gostei muito mais de Escrava Mãe! 


13/03/2017 - 18:11

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