A eterna Dona Florinda fala sobre Chaves e Chapolin

Em visita ao Brasil, a atriz Florinda Meza, fala da saudade de Roberto Bolaños e das polêmicas que enfrenta

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Florinda Meza | <i>Crédito: Reprodução
Florinda Meza | Crédito: Reprodução

Aos 66 anos, Florinda Meza pode analisar sua longa carreira e admirar o duradouro sucesso das séries Chaves e Chapolin. Na primeira, viveu durante anos a esnobe e apaixonada Dona Florinda, e pôde abrir o leque de personagens nos diversos episódios do super-herói latino de anteninhas alertas. Há 25 anos, o SBT exibe os programas mexicanos e que, agora, também fazem parte da grade de canais pagos. E, mesmo após tanto tempo, o amor dos brasileiros ainda espanta a atriz. “Os brasileiros nos veneram! Será que mereço tanto carinho?”, brinca ela sobre a alegria com que foi recebida em nosso país.

SAUDADE SEM FIM

Em novembro de 2014, Florinda sofreu a perda do marido e companheiro de trabalho Roberto Gómez Bolaños, com quem viveu por 37 anos – tendo dedicado os últimos cinco a cuidar da delicada saúde do marido. “Não há como superar, apenas sobreviver. Como sou atriz, sei controlar as emoções. Imagino alguém que não consiga, é muito difícil”, detalha. Florinda afirma que, com sua arte, Bolaños uniu a América Latina e formou uma família. “Hoje, eu dou os pêsames aos brasileiros”, declarou a viúva, que rasga elogios ao esposo. E garante que ele foi um grande gênio da cultura latina, assim como Charles Chaplin foi para o cinema. “Os americanos não veem nada além deles mesmos. Quando ele faleceu, ficaram atônitos de ver a repercussão. E assustados como Chespirito (título original do Chaves) foi o programa mais rentável da história da TV”, lembra. Embora negue que haja um filme biográfico sobre Bolaños em andamento, a atriz garante que há material escrito por ele, que renderia muitos trabalhos. Mas tudo será organizado ainda. “Estão trabalhando na série animada do Chapolin, mas por enquanto é isso”, afirma.

POLÊMICAS A GRANEL

 Desde a morte de Roberto Bolaños, muitas histórias polêmicas vieram à tona. Entre elas, boatos de que Florinda Meza tinha problemas com seus colegas, como Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Carlos Villagrán (Quico). Blindada, a mexicana desmente tudo. “Os maiores amigos que tivemos foram o Édgar Vivar (Senhor Barriga) e o Rubén Aguirre (Girafales). Antonieta sempre considerei uma grande companheira, mas não posso dizer  que era amiga”, esclarece. “É preciso sempre estar atento às fontes de tais rumores, já que vivemos na era da maledicência”, alerta a estrela latina.

BOAS LEMBRANÇAS

Com alegria, Florinda lembra histórias dos bastidores do Chaves e do Chapolin. Como a vez em que Roberto Bolaños se feriu com uma arma que disparava balas de festim e chorou, por ter que ficar um bom tempo sem poder escrever. “Os anos de convivência só geraram boas lembranças”, relata. Florinda acredita também que o segredo do enorme sucesso das séries está no talento de Bolaños e nos valores das histórias. “Ele criou enredos muito humanos, que se  comunicaram tão bem em vários países, em qualquer língua. E, além de serem divertidos, os episódios passavam muitos valores humanos. Agradeço por ter passado esses valores às crianças de tantas gerações”, conclui.

 

20/03/2015 - 15:27

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