Ivete Sangalo admite que sofre para fazer as escolhas no The Voice Kids

A cantora sofre na hora de decidir se vira ou não sua cadeira para a criança: “É difícil me distanciar!”

Texto: Carlos Ramos / Fotos: Divulgação Globo

Ivete Sangalo admite que sofre para fazer as escolhas no The Voice Kids | <i>Crédito: Divulgação/TV Globo
Ivete Sangalo admite que sofre para fazer as escolhas no The Voice Kids | Crédito: Divulgação/TV Globo
A musa baiana tem aquele jeitão decidido, de mulher forte, que sabe o que quer. Mas, quando se trata de ser técnica de um programa como o The Voice Kids, em que ela monta um time de 24 crianças e, no final, terá apenas um vencedor, Ivete Sangalo fraqueja. “Fecho os olhos, tento me distanciar, mas é difícil. Penso: ‘meu Deus, é meu filho cantando aí?’ Você se coloca na situação, sabe? O coração fica apertado. Mas, em seguida, lembro que estou no papel de técnica e não posso ficar no tatibitati”, desabafa. Ivete acrescenta que, apesar de ela, Carlinhos Brown e a dupla Victor & Leo ficarem de costas para os concorrentes, a troca com as crianças tem sido muito bacana: “Ouvir aquela vozinha cantando e sem estar vendo de quem é, provoca um mistério sobre a expressão da criança. Isso é que mais toma a gente.” Esperta, ela não entra na pilha dos boatos de que se tornará técnica do The Voice Brasil adulto, no lugar de Claudia Leitte. “Como assim? Não pensava nem neste aqui, como vou pensar nos dois?”, afirma. SE 

FOSSE O PRÓPRIO FILHO
Tudo bem que, pelo critério do programa, Marcelinho, por ter apenas 6 anos, não poderia concorrer. Mas não custa ouvir da mãe famosa a hipótese de estar julgando o garotinho, que já tem demonstrado o quanto é musical. “Como mãe, sei que a verdade é o que vai estruturá-lo sempre para o melhor caminho”, conta a cantora, que jura que a maternidade não mudou seu jeito de lidar com crianças: “Sempre tive uma relação intensa com os pequenos.” 

MINI-ADULTO, NEM PENSAR!
Ivete garante que ela e seus parceiros de bancada, com a toda a maturidade que têm, entendem que não existe mini-adulto concorrendo. “Criança é criança. Até fisicamente e fisiologicamente eles ainda estão em formação. Muita coisa ainda vai acontecer estruturalmente, desde a da caixa de ressonância ao peitoral, tudo muda... Eles estão em fase de crescimento, vão conviver com hormônios, com tantas coisas que ainda vão vir. Então, não são mini-adultos. São crianças cantando”, diferencia a musa baiana. 

HONESTIDADE DOS TÉCNICOS
Sobre a dificuldade de avaliar crianças dos 9 a 15 anos e formar um time com 24 cantores, a artista revelou a grande dica. “O que os pequenos querem é honestidade por parte dos técnicos. Combinamos de ser honestos, como as crianças são. Eles não aceitam só as fofurinhas. Querem sinceridade. A princípio, a gente é o técnico, mas o que se aprende com eles é um mundão”, admite. 

MALVADEZA, JAMAIS!
Ivete já exerceu o papel de jurada no SuperStar (2014) e foi considerada muito boazinha, principalmente, para quem não perde um instante para opinar nas redes sociais. E ela não vai dar uma guinada de 180 graus, garante, agora que a responsabilidade é outra. “Malvada, jamais! Todo o meu HD está fichado na coisa boa. Tenho muita coisa boa em mim para ter esse temperamento. No SuperStar a gente não era técnico, só fazia uma seleção para o público escolher. Aqui, no The Voice Kids, você tem direito a ter 24 crianças para serem do seu time. Temos que ajudar o candidato a entender esse caminho para chegar à final”, conta a nova rainha dos baixinhos.

11/02/2016 - 10:25

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