Emílio de Mello fala dos dilemas de seu personagem em O Outro Lado do Paraíso

Ator torce pelo romance de Henrique e Beth continue na história e elogia Gloria Pires

Fernanda Chaves

O ator não vê a hora de seu personagem voltar à trama da novela das 9 | <i>Crédito: Fabrizia Granatieri
O ator não vê a hora de seu personagem voltar à trama da novela das 9 | Crédito: Fabrizia Granatieri

Longe das novelas desde a participação que fez em Sete Vidas (2015), Emílio de Mello retornou aos folhetins em O Outro Lado do Paraíso como Henrique, o diplomata filho de Natanael e marido de Beth (Gloria Pires). Na trama, o pai de seu personagem fez de tudo para acabar com seu casamento e conseguiu. “A relação dele com o pai é muito importante, forte, em todos os sentidos, não só no negativo, como também no positivo. É uma relação de amor e medo muito grande com ele e isso é determinante no casamento dele com a Beth”, conta o canceriano de 52 anos. Pai de Valentin, de 10 anos, e de Teodoro, de 8, o paulista não defende o ato de Natanael, mas entende que todos os pais têm essa mania de se meter na vida de suas crias. “Os pais nunca tem o direito de interferir na vida dos filhos, mas eles interferem sempre, né (risos)? Lógico que no caso dele é radical, mas a gente está sempre fazendo escolhas pelos filhos, que às vezes não são as deles”, assume o ator e diretor teatral.


Curtindo o Dia dos Pais com o caçula, Teodoro

Emílio tenta explicar um pouco porque isso acontece. “Tem um livro incrível que chama Longe da Árvore, que fala justamente disso, da relação de pai e filho. É uma expressão que diz que o fruto que cai longe da árvore, que não tem nada a ver com onde ele veio, que tem uma identidade completamente diferente do pai, mas que se ama, que está ali”, descreve Emilio, que é um desses frutos. “Eu cai longíssimo da árvore (risos). Eu agora estou estudando um pouco a genealogia da minha família e estou procurando para ver se encontro algum artista, porque não tem. É muito engraçado, realmente. Meus pais não têm nada a ver com isso, são pessoas comuns, que assistem novela, que gostam (risos)”, conta.


Ao lao de Cláudia Ohana, na série Psi

Uma coisa que criatura e criador em tem comum é o tempo corrido. Assim como o diplomata, Emílio não consegue ficar com a família como gostaria. “Me cobro muito. Eu fico contando o tempo em que estou fora para conseguir compensar depois ou conseguir fazer algo mais rápido para poder voltar pra casa. Às vezes abdico de coisas, de compromisso mesmo. A gente está sempre na dívida, isso é uma questão do ser humano. Mas eu acho que o Henrique não está em dívida com isso. Ele escolhe por aquela profissão e tem convicção daquilo, então ele é um cara que vive fora mesmo, a vida dele é outra”, explica o ator, que também brilhou este ano na terceira temporada da série Psi, da HBO, como o psiquiatra, Carlo Antonini.

Parceria de sucesso com Gloria Pires

O paulista celebra a oportunidade de trabalhar com a Gloria Pires pela primeira vez. “Nunca tinha contracenado com ela, mas já tinha uma relação de admiração. Ela é uma atriz maravilhosa, que se você não faz nada ela já te dá muita coisa. Então você só responder a Gloria já é muito legal”, elogia. Sem saber ainda quando volta para a trama, ele não esconde a torcida para o romance de Henrique e Beth. “Acho que esse amor resiste. A gente fez um casal que se ama muito, apesar de traição, apesar da não aprovação do pai, apesar de tudo, eles se amam. Construímos assim, talvez até para trabalhar uma volta, acho que essa história  vai dar pano pra manga, tudo pode acontecer”, revela. 

23/11/2017 - 19:38

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