Caetano O´Maihlan: ele respira arte

Caetano O’ Maihlan, o Setur de A Terra Prometida, fala sobre o final de seu personagem e os seus projetos paralelos

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Caetano, o Setur de A Terra Prometida | <i>Crédito: Divulgação
Caetano, o Setur de A Terra Prometida | Crédito: Divulgação

Caetano O’ Maihlan voltou com tudo ao mundo das novelas na pele do personagem Setur, de A Terra Prometida. Esse não é o primeiro trabalho bíblico do ator, que trabalhou também em Milagre de Jesus, José do Egito e Rei Davi, mas fazer Setur tem um gostinho especial para Caetano: para compor o personagem, ele se inspirou no próprio pai. “Setur é um mestre em forja de metais e, em uma cena, ele diz que consegue ouvir o barulho do ferro quando está no ponto para virar uma espada, por exemplo. Durante toda a minha vida, convivi com o meu pai, que sempre falava sobre a diferença de sonoridade entre um instrumento feito com boa madeira. Então eu precisei me inspirar nele e passar essa sensibilidade para o Setur”, conta. Caetano é filho do músico Edu Viola e revela que ser ator foi algo que caminhou naturalmente em sua vida. Além de estar no ar em A Terra Prometida, Caetano possui diversos trabalhos paralelos. O ator paulista de 36 anos tem uma companhia de teatro, trabalha ao lado dos Doutores da Alegria em um projeto que apresenta música e poesia aos hospitais e pretende levar ao SENAI, em parceria com o SESI, um curso sobre poesia para jovens que ainda não tiveram contato com esse universo. Mas com tanto trabalho, ele confessa: precisou de um tempinho para se concentrar apenas na gravação da novela!

Como surgiu o interesse em atuar?

Eu sou filho de artista e isso me motivou demais. Edu Viola, o meu pai, é músico e chegou a atuar no musical Hair em uma fase de sua vida. Já a minha mãe é professora, uma pessoa muito ética e tudo isso me inspirou. Aprendi arte com eles e me transformei na soma desses dois lados.

A Terra Prometida está em seus capítulos finais e o Setur cresceu bastante na história. Como é isso para você?

O Setur sempre foi um grande guerreiro e amigo de Josué, Boã, Calebe... Acredito que o criador, Renato Modesto, viu no personagem um grande potencial para a história e regou a sementinha. Setur também ganhou um amor e, de ferreiro virou um comandante.

Você se identifica com o personagem?

Assim como ele, me considero uma pessoa muito guerreira. Nessa profissão de ator, tem que batalhar muito para conquistar o sucesso, que é muito diferente de conquistar apenas a fama. Claro que a fama faz parte, mas não é só glamour. Gosto de evoluir e aprender com o diferente.

Você se inspirou em alguém para compor o Setur?

Setur é um mestre em forja de metais e, em uma cena, ele diz que consegue ouvir o barulho do ferro quando está no ponto para virar uma espada, por exemplo. Durante toda a minha vida, convivi com o meu pai, que sempre falava sobre a diferença de sonoridade entre um instrumento feito com boa madeira. Então eu precisei me inspirar nele e passar essa sensibilidade para o Setur, essa meditação. O meu pai sempre foi uma das minhas maiores inspirações.

O que você espera do final do personagem?

O que mais eu poderia querer? O Setur vai ter um final de amor e glória. Ele se tornou comandante e vai, ao lado de outros, conquistar a Terra Prometida. É um final glorioso.

Além da novela, você possui uma Companhia de Teatro com mais de 12 anos de existência...

A companhia foi outra coisa que surgiu organicamente na minha vida, pois eu já tinha essa conexão com o teatro. O trabalho que buscamos fazer em nossas peças também é algo peculiar. Nós resgatamos o valor da palavra, a partir dos grandes nomes da literatura brasileira. E nós também ousamos em quebrar a quarta parede, nos tornando íntimos do público sem intimidá-los. Na peça, os sentidos são estimulados, como o tato, o olfato, a visão.

E a poesia também está presente no seu projeto com os Doutores da Alegria, certo?

Com certeza. Nos hospitais, eu toco viola junto com uma banda animada e passo pelos corredores, quartos. Quando achamos que é o momento certo ou vemos uma cena que nos comove, improvisamos uma poesia que se relaciona com tudo aquilo. Vamos ao hospital armados de poesia até os dentes. Atuar também é isso: solidariedade, saúde e paz.

Esse ano ainda você estará em dois filmes, Real: O Plano Por Trás da História e Copa 181...

Sim, e são filmes muito diferentes. O Plano Por Trás da História fala sobre política, já Copa 181 nos apresenta uma história mais sensível. Nesse longa, o meu personagem é um “boy de Sauna” e garoto de programa. A parte mais profunda é que ele começa a gostar de fazer strip-tease em sauna gay e tem um relacionamento com uma travesti, só que não se assume homossexual. É uma ótima oportunidade para revermos o preconceito que temos dentro de nós. Às vezes reprimimos tanto as minorias, que elas se veem incapazes de mostrar quem são, acreditando que homossexualidade é errado.  Por qual motivo temos que reprimir a nossa própria natureza?

Como foi conciliar as gravações de Terra Prometida com tanto trabalho paralelo?

As gravações ocuparam bastante o meu tempo e eu tive que ficar um pouco afastado do teatro, mas tudo o que eu podia fazer, eu fazia. Amo o meu trabalho e não meço esforços.

Você possui algum outro projeto previsto para esse ano?

Sim, mas é algo que eu ainda não posso divulgar. A única coisa que consigo dizer é: esse trabalho é como se eu fosse do vinho para o vinagre. Algo diferente que vai surpreender. 

10/03/2017 - 18:10

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