Longe das novelas há 6 anos, Dan Stulbach fala sobre seu retorno à TV

Em A Força do Querer, ele vive Eugênio, um pai que enfrentará as dúvidas da filha, Ivana (Carol Duarte) a respeito de sua identidade

Texto: Carlos Ramos

Dan Stulbach | <i>Crédito: Divulgação
Dan Stulbach | Crédito: Divulgação
Longe das novelas desde Fina Estampa (2011), e fora da Globo desde 2015, Dan Stulbach está de volta à emissora carioca que o consagrou em Mulheres Apaixonadas (2003), como o vilão Marcos Soares, que agredia a mulher, Raquel (Helena Ranaldi), a raquetadas. Agora, ele é o advogado Eugênio, de A Força do Querer, que vai estar no centro de uma das questões que a trama de Gloria Perez traz à baila no horário nobre: a transsexualidade. Seu personagem é pai de Ivana (Carol Duarte), que não se reconhece em seu próprio corpo. Sobre o tema, Dan faz questão de se posicionar como cidadão. “Todas as pessoas têm o direito de mudar seu gênero! De se sentirem bem como elas quiserem. Não existe certo, não existe errado. O certo é ser feliz. Na novela eu ainda não sei se o Eugênio vai aceitar a Ivana como ela é, porque é uma parte que a Gloria ainda não escreveu”, avisa o paulistano, de 47 anos.

Eugênio protagoniza questões fortes em A Força do Querer... 
Acho muito oportuno a gente trazer a questão trans. É muito bom derrubar o preconceito, que é o filho da ignorância. Então, abordar na novela das 9 um assunto desses, polêmico, aumenta a discussão, a aceitação e diminui a ignorância sobre o tema. Isso engrandece a nossa profissão. 

Acredita que a novela pode ajudar aos pais que não estejam sabendo lidar com esse assunto? 
Não só aos pais como a própria pessoa para se aceitar. Um monte de jovens passa por isso. Eles se sentem sós e irão se sentir identificados com a atriz. O trabalho dela, com certeza, vai conquistar todo mundo. A novela transcende para uma questão social, para uma mudança ou aceitação, porque não é uma questão de nascer no corpo de um homem ou de uma mulher, e sim o direito de ela querer trocar de gênero. É uma discussão moderna, dos dias de hoje. Muito pertinente!

Como está a relação com seus filhos na trama, Fiuk e Carol? 
Fiuk é um cara muito dedicado. Muito disciplinado. Ligado. Comigo tem sido tudo muito legal, como pessoa e como profissional. A gente conversa sobre os detalhes de cada cena. Ele pergunta muita coisa, está sempre ligado. Tanto ele quanto a Carol que já conhecia de São Paulo. Temos amigos em comum e já tinha visto ela no teatro. 

Com a Maria Fernanda Cândido, então, nem se fala, não é? 
Eu e a Fê temos muita intimidade. Fiz com ela Esperança (2002). Mais que isso, já dirigi a Fê no teatro, na peça Toca do Coelho, com a qual ela ganhou um prêmio de melhor atriz. Gosto muito dela. É uma amizade que vem de 20 anos para cá. A gente se encontra pra bater papo, somos amigos mesmo. Fiquei muito feliz quando soube que ela iria fazer a a minha mulher. 

Seis anos de ausência de novelas! Como foi esse retorno?
Ótimo! Meus últimos trabalhos na Globo tinham sido Segunda Dama (2014) e Os Experientes (2015). Logo depois fui para a Band, onde fiz o CQC e a série Era Uma Vez... Uma História do Brasil, que vai ao ar a partir do dia 27.

05/05/2017 - 11:03

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