Aos 75 anos, Susana Vieira se adapta às novidades de seu ofício na TV

“Todo mundo devia passar por um coach”, avisa a diva, que brilha em Os Dias Eram Assim

Texto: Fernanda Chaves

Aos 75 anos, Susana Vieira se adapta às novidades de seu ofício na TV | <i>Crédito: Cadu Pilotto
Aos 75 anos, Susana Vieira se adapta às novidades de seu ofício na TV | Crédito: Cadu Pilotto
Quem imaginou que, após 55 anos de carreira, Susana Vieira poderia aprender algo novo em sua profissão? Nem mesmo a atriz esperava por essa. Gravando Os Dias Eram Assim, a paulista pôde conhecer um novo formato de fazer televisão. “Quando entrei no estúdio, vi que a linguagem era diferente, a luz escura, os trilhos... Brinco que é o Cinema Novo. Fiquei pensando: ‘Ai, meu Deus, acho que estou fora do contexto aqui!’ (risos) Mas estou encantada. Nunca pensei que, depois de tantos anos, fosse encontrar uma coisa nova dentro da TV. Já fiz de tudo, mas ainda tem coisa para eu aprender e me divertir”, revela a estrela, de 75 anos. 

Outra novidade que Susana experimentou, pela primeira vez, foi a de ter um coach. A atriz contou com a ajuda do preparador Chico Accioly na hora de criar sua Cora. “Quando me contaram que ia ter um coach, eu falei: ‘O que? Nunca precisei disso!’ Aí falaram que eu ia me apaixonar e, hoje, a minha frase é a seguinte: O primeiro coach a gente nunca esquece. Foi de uma preciosidade e aceitei tudo, estava tão disposta a esse trabalho novo que eu desconhecia. Isso tudo foi me revigorando”, explica a musa que, agora, acha importante passar por esse processo. “São coisas que a gente nunca teve. Acho que eu seria uma atriz muito melhor se tivesse feito isso tudo. Todo mundo devia passar por um coach”, acredita. 

Três vezes Susana 
No ar em três produções - Senhora do Destino (2004), no Vale a Pena Ver de Novo; Por Amor (1997), no Viva, e na supersérie Os Dias Eram Assim, Susana pode ser vista na pele de duas malvadas: Branca Letícia e Cora. “Isso poderia me deixar vaidosa, eu até fico (risos), mas não é mérito meu, é da empresa, que me escalou para três tramas de muito sucesso. Não cresce o meu salário, mas me dá uma sensação de vitória na minha profissão, de conseguir ter essa variedade de personagens”, comemora. Mas, apesar de estar no ar com duas vilãs, a atriz destaca suas diferenças. “Estou revendo a Branca e não me lembrava de como fazia tão bem aquilo, como dava olhares de raiva, de cinismo. De todas as novelas que eu fiz, a Branca é a personagem que as pessoas mais lembram das falas, tem memes (montagens da internet) maravilhosos. Com a Cora eu não sorrio, não gesticulo, não falo alto, ela é mais séria, soturna”, destaca. 

Merecimento
Com 55 anos de carreira, a virginiana é considerada uma das melhores atrizes do país e se orgulha disso. “A melhor atriz da minha geração se chamava Marília Pêra. Mas, se estou nesse grupo, eu fiz por merecer. Trabalhei sem parar, fiz novela, peça, comercial, patinei no gelo com 60 anos. Recentemente, fui fazer um monólogo e fiquei insegura, com medo de não me sair bem, de ninguém ir assistir. E lotou o teatro. Eu aceito coisas que nem imagino. Não falo não para a vida”, conta. Susana frisa que, diferente de outras colegas, não tem uma história triste para contar. “Minha vida foi fácil. Sucesso de cara, felicidade e até hoje é assim. Não passei fome, não tive que comprar casa para minha mãe e não tenho loja de nada. Meu produto é o meu talento!”, diz, com toda razão.

13/09/2017 - 10:17

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