Camila Rodrigues, a Carmona de Belaventura, reflete sobre a vida e a carreira

"Não faço mais nada raso, quero fazer tudo profundo. É isso que me interesa!", diz a atriz

Texto: Fernanda Chaves

Camila Rodrigues | <i>Crédito: PATRICK SISTER / DIVULGAÇÃO
Camila Rodrigues | Crédito: PATRICK SISTER / DIVULGAÇÃO

Enquanto dá vida à Carmona, de Belaventura, Camila Rodrigues contabiliza 12 anos de TV. E a atriz mostra que não foi só o seu visual que mudou nesses anos. Mas sim a forma como encara seu ofício. “Eu não entendia o que era a minha profissão. Antigamente, eu achava que era mais oba-oba. Hoje, compreendo e respeito muito mais, estudo e me dedico”, explica.

A paulista estreou na televisão em 2005, como a Mari de América, e reconhece que teve sim a fase do deslumbramento. “Eu tinha 21 anos, fazendo uma novela das 9, sendo a irmã da protagonista. Dei uma deslumbrada sim. Mas a vida é essa, eu precisava passar por isso para estar aqui hoje, feliz”, admite. Aos 34 anos, ela procura levar uma vida mais simples. “Antigamente, eu queria ter uma casa incrível para receber as pessoas e fazer fotos para a CARAS. Não é mais a minha pretensão. Tenho meu apartamento, o dinheirinho guardado, sei até onde posso ir. Claro que se eu puder comprar minha casa vai ser maravilhoso. Mas não é mais prioridade. Viver a minha vida, estar com a minha família, ficar bem de saúde, fazer meus trabalhos dignamente, isso está em primeiro lugar”, explica. Todo esse amadurecimento a virginiana credita à vida. “Passei por muitos altos e baixos. Já casei, separei, casei de novo, separei, já fui de lá, sou daqui, já trabalhei, não trabalhei... A vida me trouxe isso tudo, hoje sou muito mais pé no chão”, reflete.

DIVISOR DE ÁGUAS

Sucesso dentro e fora do Brasil, Os Dez Mandamentos (2015) é um marco na vida da atriz. “Foi a virada na minha carreira. As pessoas passaram a acreditar no meu trabalho. Quando peguei a protagonista, o coração bateu forte e falei: ‘Será?’ Fui o tempo inteiro desafiada e acho que consegui fazer um trabalho interessante. Foi um marco para a emissora e um divisor de águas na minha vida”, conta. Agora, a paulista encara outro desafio ao viver a durona Carmona. “Ia fazer Apocalipse e caí de paraquedas em Belaventura. Foi a melhor coisa que eu fiz. É um voo alto que a novela me deu, porque ela tem muitas possibilidades”, diz ela, que assume ser uma manteiga derretida: “Sou extremamente emocional, choro com filme, com o Gugu, com o MasterChef...”

VIDA A DOIS

Namorando há um ano e três meses o diretor de negócio Ighor Payola, a estrela conta que subir ao altar de novo não passa pela sua cabeça. “Já deu! Foram duas vezes de noiva, vou entrar de que cor agora? Nem o padre vai aceitar, vou ter que trocar de religião (risos)”, brinca. Camila traz na bagagem experiências que a fizeram mudar seu conceito sobre a vida a dois. “É muito saudável a relação cada um na sua casa. Por mais que case e durma junto, mas cada um com o seu espaço. Mas... Tudo pode cair por terrra e, ano que vem, me casar de noiva. Nunca se sabe, né? Mas não tenho essa vontade não”, frisa.

Sem arrependimentos, ela não apagaria nada do que viveu. “Se eu não tivesse passado por algumas inconsequências ou trabalhos que não levei tão a serio, eu não estaria aqui. Tive a segunda chance não só na carreira, mas de ser feliz na vida mesmo. Não faço mais nada raso, quero fazer tudo profundo. É isso que me interesa”, avisa.

15/12/2017 - 13:56

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