Cinara Leal revela o que aprendeu com a Vanda, de Sol Nascente

A atriz contou que agora é mais paciente e assume que teve medo de não representar as caiçaras da forma que elas merecem

Texto: Jaquelini Cornachioni

Cinara Leal fala sobre o final de 'Sol Nascente' | <i>Crédito: Divulgação
Cinara Leal fala sobre o final de 'Sol Nascente' | Crédito: Divulgação
A arte entrou cedo na vida de Cinara Leal. Aos 5 anos, a atriz carioca descobriu seu amor pela dança durante as aulas de balé. E foi nessa mesma época que ela passou a frequentar cinemas e teatros, descobrindo assim um novo mundo. “A partir daí veio uma motivação muito grande, aumentando a curiosidade e a paixão por esse universo da atuação. Corri e continuo correndo atrás, por isso, hoje estou aqui”, conta ela, que se orgulha de sua participação em Sol Nascente, como a caiçara Vanda. “Ela é muito alto astral, batalhadora, forte e determinada. Eu me identifico muito com ela. Quando quero algo, vou atrás. Se não há oportunidade, eu crio. Tenho muita fé na vida. Acredito que a nossa sorte é a gente que faz”, ensina. Aos 39 anos, no auge da carreira – e também da boa forma – Cinara Leal conversou com a MINHA NOVELA sobre a Vanda e os novos projetos. Confira!

Quando surgiu seu interesse pela arte da interpretação? 
Desde criança sou apaixonada por arte. Entrei no balé aos 5 anos e, desde então, nunca parei de dançar. Uma coisa levou a outra. Sou nascida e criada na Penha, na Zona Norte do Rio, e quando me mudei para a Zona Sul, passei a frequentar mais cinemas e teatros. A partir daí, veio uma motivação muito grande, aumentando a curiosidade e a paixão pela atuação. Corri e continuo correndo atrás, por isso, hoje estou aqui. 

O que aprendeu com a Vanda? 
Aprendi muito com ela. Sou ansiosa e a Vanda me ensinou que é preciso ter paciência para colher o que se planta, um tempo diferente do meu. E que, mesmo quando tudo parece impossível, é preciso acreditar e trabalhar ainda mais. Não existe tempo ruim. Nossa sorte é a gente que faz. 

Quando descobriu que viveria a Vanda, sentiu medo de algo? 
Eu tive receio de representar as caiçaras da forma como merecem. Eu queria mostrar a Vanda como uma mulher que carrega consigo toda uma cultura passada por gerações e gerações. Ela é da praia, do mar. Está sendo uma grande honra e responsabilidade. 

A Vanda usa figurinos sensuais. Malhou muito por causa dela? 
Eu continuei com a dança e me alimentando direitinho. Além disso, faço musculação. Sequei um pouco sim, afinal, ela desempenha um trabalho braçal. Nossa preparação especial foi mais direcionada à construção da personagem mesmo. Aprendi a pescar e a lançar rede. Tudo exige bastante força e o meu corpo precisava demonstrar isso.

E você? Como curte se vestir? 
Sou despojada. Gosto de roupas bem leves e casuais, como macacão e tênis. Curto maquiagem suave e dou preferência aos olhos marcados. Quase nunca uso batom. 

Agora que Sol Nascente chegou ao fim, o que você pretende fazer? 
Estou engajada no projeto de uma série, que estou tocando junto com o Rafael Zulu, que também fez Sol Nascente. O seriado se chama Vidinha Boa e retrata a cultura e a culinária típica do Morro do Vidigal. Está sendo uma grande imersão na vida da comunidade. Além disso, toco meu próprio negócio, o Cookie’n Ice, que tem como carro-chefe o famoso sanduíche de cookie com sorvete. Funcionamos em um shopping do Rio de Janeiro e iremos abrir mais seis lojas ainda esse ano. 

Qual é o seu maior sonho? 
Tenho vários, afinal, sonhar não custa nada. Ter minha família ao meu lado é o sonho que realizo diariamente e quero crescer como atriz.

22/03/2017 - 14:50

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