Daniel de Oliveira revela que papel de vilão o atraiu para 'Os Dias Eram Assim'

O ator que interpreta o personagem Vitor afirma: “Você tem a chance de falar coisas, que, no dia a dia, não diz!”

Daniel de Oliveira | <i>Crédito: MAURICIO FIDALGO / REDE GLOBO
Daniel de Oliveira | Crédito: MAURICIO FIDALGO / REDE GLOBO
Daniel de Oliveira já virou especialista em interpretar personagens que lutaram contra a ditadura militar, afinal foram três filmes com essa temática (box abaixo). Agora, em Os Dias Eram Assim, o ator lida com a outra versão da história, ao dar vida a Vitor, advogado que apoia o movimento a favor dos militares. Aos 40 anos, Daniel teme que a repressão possa voltar no Brasil e acredita que a democracia é o único caminho para um país justo e igualitário. “A gente tem sempre que olhar para esse período sombrio da nossa trajetória, para não se repetir, porque a história é cíclica. A democracia é o melhor sistema já criado para uma nação. É sempre bom aprender com os personagens”, avalia o mineiro, que define a diversão como combustível para seus trabalhos.

Liberdade como vilão 
Apesar da seriedade com que encara seu ofício, para Daniel, a chave do sucesso é sempre ter bom humor. A fórmula da alegria se torna completa quando ele contracena com Susana Vieira, sua mãe na supersérie. “Susana é muito engraçada. Ela leva a vida com alegria. Dou muito risada com ela, seu senso de humor é ótimo”, afirma o artista, que topou o desafio de participar da produção das 11, justamente pelo Vitor ser o antagonista da história. “Esse lance de ser do lado obscuro da força me atrai muito. Você tem a oportunidade de falar coisas que, no dia a dia, não diz. Na pele do vilão, você tem essa liberdade. Sou muito positivo, mas o Vitor me dá a liberdade para extravasar”, revela Daniel.

Papeis interessantes 
Longe das novelas desde 2011 (apesar de O Rebu, de 2014, ser considerada uma novela, teve apenas 36 capítulos), Daniel focou em produções de menor duração, como as séries Doce de Mãe (2012/2014) e Nada Será Como Antes (2016). O ator ainda não sabe quando fará uma produção mais longa, mas admite escolher seus personagens pela complexidade: “Não foi uma opção minha ficar longe das novelas. É porque calhou. Escolho os meus trabalhos pela boa história e pelos os personagens que acredito serem interessantes”, explica o galã. 

Novos ares 
Apesar da supersérie só terminar em setembro, Daniel quer se aventurar no mundo da música e prepara seu primeiro disco, para ser lançado ainda este ano. O álbum Cinemúsica Particular contará com participação de Milton Nascimento, Angelo Wolf e Sophie Charlotte, sua esposa. “Tive a intenção em fazer esse álbum havia mais de sete anos. Com o passar do tempo, fui me dedicando a outros campos da minha carreira, afinal, não sou cantor, sou um ator que quer também explorar outras áreas. Agora chegou a hora!”, conta, animado. Além da parceria com Sophie na música e na teleinha (ela vive a protagonista Alice, a mulher de Vitor), eles são pais do pequeno Otto, de um ano e três meses. “O Otto nunca deu trabalho. É um menino bom demais. É calmo. Às vezes dá uma espevitada, mas é normal!”, afirma Daniel - pai também de Raul, de 8 anos, e Moisés, de 6, com a atriz Vanessa Giácomo - , orgulhoso da linda família que construiu.

12/07/2017 - 14:59

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