Marco Pigossi se declara contra opressão feminina: "Machismo não é legal"

Na trama das 9, A Força do Querer, ele vive o marrento Zeca

Texto: Thomaz Rocha

Marco Pigossi | <i>Crédito: Divulgação
Marco Pigossi | Crédito: Divulgação
Em A Força do Querer, o mesmo caminhão que testemunhou os momentos de amor entre Zeca e Ritinha (Isis Valverde), também levou o rapaz para conhecer uma nova paixão longe do Pará. Em terras fluminenses, ele conheceu Jeiza (Paolla Oliveira) e está cada dia mais caidinho pela policial. Enquanto esse romance dá o que falar, Marco Pigossi, o intérprete do motorista da trama das 9, revela ser o contraponto perfeito ao seu personagem. “Sou muito mais tranquilo. É difícil alguma coisa me tirar do sério. O Zeca é um cara esquentado, passional e cabeça dura”, afirma o paulistano, que completa ao afirmar que o protagonista, mesmo com tantos pontos contra, é “um cara extremamente do bem. Com um coração do tamanho do mundo e que sempre está interessado em ajudar ao próximo”. 

Não ao machismo!
Com tanto temas sociais abordados na novela de Gloria Perez, o Zeca não foge à regra e levanta discussão sobre o machismo. Segundo Marco, o motorista é do tipo machista por criação. Ele foi educado nas mais rígidas regras familiares e não suporta ver mulheres em funções que ele julga serem masculinas. “É muito legal fazer com que as pessoas vejam essa situação e entenderem que o machismo não é legal”, avisa o ator. Mas essa qualidade de Zeca pode cair por terra, no momento em que ele conviver com uma mulher tão forte como a Jeiza. “Ele vai se apaixonar por uma lutadora de MMA e policial militar, que tem autoridade em cima dele. O Zeca vai entrar muito em conflito por causa disso. Vamos trazer situações para refletir e melhorar no respeito humano”, avisa o astro, de 28 anos.

Mãos no volante
Para encarar um papel de motorista, Marco não poupou esforços para conhecer de perto a realidade desses profissionais. Inclusive, ele tirou sua carteira de habilitação para dirigir caminhões e ônibus. Mas, além da condução, o ator estudou, principalmente, o comportamento psicológico dos caminhoneiros. “É mais interessante saber sobre o emocional deles. Como é passar tanto tempo fora de casa, como é voltar para a família, como manter um relacionamento à distância... Essas relações são sempre quentes, teoricamente, mas elas são muito sofridas, porque bate saudade”, afirma.

Marco também se encantou com a cultura do Norte do Brasil, ao gravar no Pará e no Amazonas. “É fundamental conversar e entender as pessoas do local. Sentir o clima para botar essa energia para o personagem da maneira mais próxima possível do real. Fiquei impressionado com a receptividade. Fomos recebidos com muito carinho. Gravar cenas de novela é complicado e os moradores fizeram de tudo para nos ajudar”, conta.

Carreira de sucesso
Em 13 anos de carreira, Marco tem emendado uma novela na outra e, hoje, se firmou como um dos galãs mais requisitados da Globo. O astro não nega suas origens e se emociona ao lembrar trabalhos antigos: “Meu pai (Oswaldo) sempre me falou uma coisa que acompanha a minha vida: ‘se você esquecer de onde você veio, esquece pra onde você vai’. E eu sigo isso à risca. É fundamental para a minha vida. Às vezes, penso que queria ter mais experiência de vida para colocar nos meus personagens. Mas sei que isso vem com o tempo, de forma natural!”

11/05/2017 - 13:15

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