Nathália Serra fala sobre sua personagem em Malhação

Ela dança desde os 4 anos e estudou nas mais prestigiadas escolas de interpretação de Nova York, nos EUA, antes de estrear na TV como a megera Clara de Malhação - Pro Dia Nascer Feliz

Texto: Jaquelini Cornachioni

Nathália Serra | <i>Crédito: Divulgação
Nathália Serra | Crédito: Divulgação
Por pouco Nathália Serra, a Clara de Malhação - Pro Dia Nascer Feliz, não se formou em Design! A atriz carioca chegou a cursar até o sétimo período do curso, mas percebeu que sua felicidade estava mesmo em cima dos palcos e largou tudo para correr atrás de seu sonho. “A minha veia artística sempre foi muito latente. Comecei a fazer balé com 4 anos. E só aos 19, depois que eu já tinha me formado bailarina e estava afastada dos palcos fazendo faculdade de Desenho Industrial, pude mensurar o meu amor pela arte. Senti muito a ausência do palco e tive tempo de entender, que o amor maior era por interpretar”, relata. Mas, antes do balé, Nathália já dava indícios do seu interesse pela arte. Aos 3 anos, ela cantava e fazia shows para animar a avó, que enfrentava um câncer. Hoje, aos 27, Nathália estreia na TV na pele da malvada Clara, braço direito da vilã Bárbara (Barbara França). “Estudei, me especializei e tive várias experiências de trabalho antes de ganhar o papel”, conta.

A dança foi a base de tudo não é? 
Com certeza! Foi por causa da dança que subi num palco pela primeira vez e encarei um público. Através dela, aprendi a disciplina que um artista deve ter. Fui apresentada à história da arte, a história da dança, a história do teatro... E foi num período de afastamento da dança, que entendi a paixão pela arte de atuar. 

Não deu medo largar o curso de Design para estudar teatro? 
Apesar de não ter sido uma decisão fácil de ser tomada, foi uma experiência maravilhosa e muito desafiadora. Graças ao meu pai, que patrocinou todos os custos durante os três anos em que fiquei estudando na The Lee Strasberg Theatre and Film Institute e no New York Film Academy, em Nova York (EUA). Passava os dias estudando atuação e fazendo cursos extras, de canto, várias modalidades de dança, circo e tudo mais o que eu encontrava e achava que poderia me enriquecer como atriz. 

Como foi o seu teste para entrar no elenco de Malhação? 
Foi um processo bastante demorado. Fiz os testes no início de 2016 e só recebi a resposta em junho. Liguei chorando para os meus pais. Sou do tipo que mergulha de cabeça em tudo o que faz. É óbvio que bate medo, insegurança, porque a televisão é um veículo de alcance em larga escala e à nível mundial, no caso da Globo Internacional. É inevitável estarmos sujeitos a essa exposição e, consequentemente, julgamentos. Mas sou tinhosa, e quando estou com medo, vou com medo mesmo! 

A Clara é uma das vilãs da novela. Você consegue defender a vilã? 
Apesar de a Clara ser super interesseira e abrir mão de qualquer escrúpulo para conseguir chegar aonde quer, ela é o único ombro amigo da Bárbara nos momentos de fragilidade e desabafo. Talvez a única que veja e compreenda o lado humano dela. Mesmo numa relação em que não é tratada de igual para igual, a Clara ganhou a confiança da Barbara, e se tornou leal a ela. 

Como você desenvolveu essa personalidade complexa dela? 
Tive a ajuda do meu coach, que me ajudou a construir a Clara, e me sugeriu referências bacanas que enriqueceram a minha construção. Dentre as mais relevantes, destaco os livros Mal Secreto, do Zuenir Ventura, e Ressentimento, da Maria Rita Kehl. 

A sua vida mudou muito por conta da visibilidade de Malhação? 
Percebi o reconhecimento do público, principalmente, pelas redes sociais. Mas fora uma selfie ou outra nas ruas e o cronograma intenso de gravações, sinto tudo dentro da mais perfeita normalidade. 

Quais são os seus projetos, após sua estreia na televisão? 
Minha meta é trabalhar, trabalhar e trabalhar! Poder viver da minha profissão é um sonho. Quem sabe fazer outra novela ainda esse ano, voltar aos palcos com uma peça ou musical, fazer cinema...

13/04/2017 - 15:01

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