Vanessa Giácomo: durona, mas sem perder a ternura

A aparente fragilidade de Vanessa Giácomo dá ainda mais charme para a competente policial Antônia, uma das protagonistas de 'Pega Pega', que mexe demais com o imaginário masculino

Texto: Carlos Ramos

Vanessa Giácomo fala sobre 'Pega Pega' | <i>Crédito: Divulgação
Vanessa Giácomo fala sobre 'Pega Pega' | Crédito: Divulgação
Duas belas e talentosas atrizes vivem policiais destemidas atualmente nas novelas. Mas se a Jeiza (Paolla Oliveira), de A Força do Querer, fora do trabalho é um poço de vaidade e sensualidade, o mesmo não pode ser dito da Antônia, personagem de Vanessa Giácomo, em Pega Pega. “Antônia é prática no dia a dia. Usa muito jeans, blusinhas básicas, casacos de couro. É zero vaidade. Não usa decote, transparências. Ela vai começar a aprender a usar roupas mais femininas, agora que está apaixonada pelo Júlio (Thiago Martins). Vamos ver...”, disfarça. Mas a atriz não nega que, mesmo tão despojada, Antônia ainda mexe com a libido masculina. “As policiais provocam um certo frisson na homarada. E, no meu caso, talvez por ser mais delicada e fazendo um papel mais pesado, acabe virando um tipo de super-heroína!”, supõe.

A fluminense de 34 anos confessa que, apesar de Pega Pega não ser a primeira novela que faz depois de ter sido mãe pela terceira vez, há dois anos, ainda sente muita saudade das três crias: Moisés, de 9 anos, Raul, 7 (com o ex-marido, Daniel de Oliveira), e Maria, com o atual companheiro, o empresário Giuseppe Dioguardi.

Pega Pega fala sobre ética e toca na ferida que tem feito o Brasil sangrar ultimamente... 
As lições que o povo pode aprender desse momento em que estamos vivendo é não se deixar corromper. Temos que trabalhar a tolerância para podermos conversar sobre política com amigos, sabermos ouvir e podermos falar o que pensamos sem brigar ou ofender. Só assim poderemos ter um país melhor. 

Quando se fala tanto do empoderamento feminino, como é ser mãe de três filhos e enfrentar um trabalho exaustivo como é o de protagonizar uma novela? 
Pra mim funciona como para qualquer outra mulher. Hoje, a mulher trabalha muito. Temos vários exemplos de guerreiras, que saem para trabalhar e voltam, cuidam do filho, dão conta disso e daquilo. Mas meu tempo livre, com certeza, é para a casa, para o marido e para os filhos. 

Mas deve dar muita saudade deles quando está gravando! 
Sinto muita saudade deles. É importante ter a família por perto. Mas é fundamental para os filhos aprenderem a valorizar que a vida é isso, que os pais precisam trabalhar para dar um conforto maior para eles. Pega Pega é a segunda novela que faço depois que a Maria nasceu. Em A Regra do Jogo (2015), ela estava muito miudinha, ali senti demais. Quando é pequena, depende integralmente de você, não fala direito. Nesses casos, rola um pouco de culpa também. 

Quer mais filhos? 
Acredito que três é um número que me deixa bem feliz (risos). Mas não digo: ‘não vou ter mais, fechei a fábrica’. No futuro a gente nunca sabe o que vai acontecer. Como é viver uma policial na ficção e ver os policiais da vida real virarem alvos da bandidagem? Não dá um pouco de medo? Sim, dá. É um assunto bem sério. Estamos vivendo um momento muito grave, são pessoas (os policiais) que colocam suas vidas em risco. Saem para trabalhar e não sabem como vai ser. 

Aprendeu fácil a lidar com arma? 
A gente faz com festim, mas fico assustada com o barulho. Mas foquei no trabalho e acabei me acostumando.

10/08/2017 - 15:01

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